…Assim como Nós Temos Perdoado aos Nossos Devedores – R. C. Sproul


Visto que o homem é salvo pela graça, qual melhor evidência poderia haver da salvação de um ser humano do que quando ele oferece aos outros a graça que ele mesmo recebeu com tanta generosidade? Se essa graça não é aparente em nossas vidas, podemos questionar de maneira válida a genuinidade de nossa própria alegada conversão.
Devemos levar Deus a sério quanto a este ponto. Em Mateus 18.23-35, Jesus contou a história de dois homens que deviam dinheiro. Um deles devia aproximadamente dez milhões de reais, e o outro devia cerca de dezoito reais. Aquele que devia os dez milhões de reais teve a sua dívida perdoada pelo homem a quem devia o dinheiro. Mas o devedor, por sua vez, não quis perdoar o homem que lhe devia a soma ridícula de dezoito reais. E bastante interessante que ambos os homens pediram a mesma coisa – mais tempo – e não o perdão da dívida total.
Foi cômico o indivíduo que devia a quantia exorbitantemente elevada pedir mais tempo para pagar a sua dívida, visto que até mesmo pelos padrões de salários atuais, a quantia que ele devia perfazia uma figura astronômica. 0 salário diário da época era, aproximadamente, dezoito centavos por dia. 0 homem com a pequena dívida poderia ter pago a sua dívida em três meses. Seu pedido por mais tempo não foi descabido, mas seu credor, em lugar de expressar o mesmo perdão que já tinha recebido, começou a apertá-lo. 0 ponto deve estar claro. Nossas ofensas que outras pessoas cometem contra nós são como uma dívida de dezoito reais, ao passo que as inúmeras ofensas que temos cometido contra o Senhor Deus onipotente são como a dívida de dez milhões de reais.
Jonathan Edwards, em seu famoso sermão, intitulado “A Justiça de Deus na Condenação dos Pecadores”, disse que qualquer pecado é mais ou menos hediondo, dependendo da honra e da majestade daquele a quem tivermos ofendido. Visto que Deus é dotado de honra infinita, majestade infinita e santidade infinita, o pecado mais leve tem uma consequência infinita. Pecados aparentemente triviais são nada menos do que “traição cósmica” quando vistos à luz do grande Rei contra quem temos cometido nossos pecados. E assim, tornamo-nos devedores que não podem pagar, e, no entanto, temos sido liberados da ameaça da prisão merecida pelos devedores. É um insulto contra Deus retermos o perdão e a graça daqueles que os solicitarem a nós, ao mesmo tempo em que reivindicamos ter sido perdoados e salvos por meio da graça divina.
Há um outro ponto importante a considerarmos aqui. Até mesmo em nossos atos de perdão, não temos qualquer mérito. Não podemos exigir o perdão meramente por que temos demonstrado perdão para alguma outra pessoa. 0 perdão que dermos a alguém não obriga Deus a abençoar-nos. O trecho de Lucas 17.10 claramente salienta que não há qualquer mérito mesmo em nossas melhores boas obras: “Assim tam¬bém vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer”.
Nada merecemos pela nossa obediência, porquanto a obediência – mesmo que chegássemos à perfeição – é o requerimento mínimo para alguém ser um cidadão do reino de Deus. A obediência é o nosso dever. A única coisa que poderíamos reivindicar seria a ausência de punição, mas certamente não mereceríamos nenhuma recompensa, por termos feito somente aquilo que era esperado de nossa parte. A obediência nunca qualifica como serviço “acima e além da chamada para o dever”. Estamos meramente em uma posição de nos prostrarmos diante de Deus e implorar pelo Seu perdão. Mas, se assim tiver de acontecer, devemos estar preparados para mostrar que sabemos perdoar; de outro modo, nossa posição em Cristo se inclinará na direção do tombamento de modo precário. A linha de conclusão daquilo que Jesus estava dizendo é esta: “As pessoas perdoadas perdoam outras pessoas”. Não ousaremos reivindicar-nos possuidores da vida de Cristo e de Sua natureza, ao mesmo tempo em que falharmos de exibir essa vida e essa natureza.
Levando mais adiante ainda esse pensamento. Se Deus perdoou a alguém, poderíamos nós fazer menos do que perdoar? Seria incrível pensarmos que nós, que somos tão culpados, nos recusaríamos a perdoar alguém que foi perdoado por Deus, e que, portanto, é completamente inocente. Devemos ser espelhos da graça para outros, refletindo aquilo que nós mesmos temos recebido. Isso implementa a Regra Áurea em termos práticos.
O perdão não é uma questão particular, mas uma questão coletiva. O    corpo de Cristo é um grupo de pessoas que vivem diariamente no contexto do perdão. O que nos distingue é o fato que somos pecadores perdoados. Jesus chamou a nossa atenção não somente para os elementos horizontais existentes nessa petição, mas também os elementos verticais. Devemos orar todos os dias pelo perdão de nossos pecados.
Alguém poderia indagar neste ponto: “Se Deus já nos perdoou, por qual razão deveríamos pedir perdão? Não é errado pedir por algo que Ele já nos deu?” A resposta final a perguntas semelhantes a essa será sempre a mesma. Fazemos assim por causa dos mandamentos de Deus.
1       João 1.9 salienta que uma das características do crente é o seu contínuo pedido de perdão. O tempo verbal, no original grego, indica um processo em andamento. O perdão separa o crente como uma criatura diferente das demais. O incrédulo tenta esconder a sua pecaminosidade, mas o crente é sensível para com sua falta de valia. A confissão toma uma porção significativa de seu tempo de oração.
Pessoalmente penso ser um tanto assustador pedir perdão a Deus, na mesma extensão em que temos perdoado a nossos semelhantes. É quase como pedir justiça da parte de Deus. Costumo advertir meus alunos: “Não peçam justiça da parte de Deus. Vocês poderão obtê-la”. Se Deus, de fato, me perdoasse na exata proporção em que me disponho a perdoar outras pessoas, tenho medo de que estarei em profunda dificuldade.
0 mandato para perdoarmos a outras pessoas, conforme temos sido perdoados, aplica-se também à questão do auto-perdão. Quando confessamos nossos pecados a Deus, contamos então com a Sua promessa de que Ele nos perdoará. Infelizmente, nem sempre acreditamos nessa promessa. A confissão requer humildade em dois níveis. 0 primeiro nível é a admissão real de culpa; o segundo nível é a aceitação humilde do perdão.
Um homem perturbado diante do problema do senso de culpa, veio a mim certo dia e disse: “Já pedi de Deus que me perdoasse desse pecado por muitas e muitas vezes, mas ainda me sinto culpado. Que poderei fazer?” Essa situação não envolvia a múltipla repetição do mesmo pecado, mas a múltipla confissão de um pecado cometido por uma só vez.
Repliquei: “Você deve orar de novo e pedir que Deus lhe perdoe”. Um olhar de impaciência frustrada se estampou em seus olhos. “Mas eu já fiz isso!” exclamou ele. “Tenho pedido que Deus me perdoe, por muitas e muitas vezes. Que bem me fará se eu Lhe pedir isso de novo?”
Em minha resposta apliquei a força firme e proverbial do cacete na cabeça da mula: “Não estou sugerindo que você peça a Deus que lhe perdoe por esse pecado. Estou sugerindo que você busque perdão por sua arrogância”.
O homem ficou incrédulo. “Arrogância? Que arrogância? 0 homem estava supondo que suas repetidas solicitações eram uma prova positiva de sua humildade. Ele estaria tão contrito diante de seu pecado que sentia que tinha que arrepender-se do mesmo para sempre. Seu pecado era grande demais para ser perdoado por uma única dose de arrependimento. Que outros se satisfizessem com a graça divina. Quanto a ele, ele haveria de sofrer por seu pecado, sem importar quão gracioso Deus se mostrasse. O orgulho tinha fixado uma barreira na aceitação daquele homem do perdão de Deus. Quando Deus nos promete dar o perdão, insultamos a integridade do Senhor quando nos recusamos a aceitar o Seu perdão. Perdoar a nós mesmos depois que Deus nos perdoou é um dever, bem como um privilégio.

Mais de 99% do sul do Sudão votam pela separação

31/1/2011 – 14:30:00 – Sul do Sudão – Mais de 99% dos sudaneses do sul votaram a favor da secessão do norte, segundo um oficial do referendo que saiu neste domingo, dia 30 de janeiro, no anúncio do primeiro resultado preliminar.

"A votação para a separação foi 99,57 por cento, "disse Chan Reek Madut, o chefe adjunto da comissão que organizou o referendo, a uma multidão …

‘Tiger Mother’ Instiga Discussão Parental

A Igreja Willow Creek Community em South Barrington, III., – uma das maiores Igrejas no país – recebeu o psicólogo Dr. Henry Cloud este fim de semana para obter a resposta ao estilo dos pais do autor Amy Chua.

EUA Ignoraram as Violações dos Direitos Humanos do Egito, diz o "Filho do Hamas

Com o Egito à beira da anarquia, um ex-informador do Hamas está apontando um dedo crítico aos Estados Unidos por ignorar as violações dos direitos do país norte Africano.

O parquinho de Deus

Joevan Caitano

“Quando a gente conversa contando casos, besteiras. Tanta coisa em comum, deixando escapar segredos” (Cazuza).

Papai do céu, somos todos um bando de crianças brincando no parquinho onde você é o dono.

Sentimo-nos seguro porque você não dorme só para nos ver dormindo sobre a grama;

Você não dorme só pra ver a gente soltar pipa olhando o céu azul, obras das tuas mãos.

Você não dorme só para nos ver brincando na guerra de esconde – esconde, mesmo naquelas horas em que nos escondemos das artimanhas do capeta;

Você não dorme só para nos ver pegando aquelas ondas maravilhosas na praia e quando vem a onda do mal o teu Espírito Santo nos alerta dizendo: saí fora meu filhinho… O ministério espiritual adverte: esse caixote é prejudicial a você. E nós saímos correndo em fuga e quando chegamos na areia, você está lá de braços abertos para nos abraçar e nos dar segurança.

Você não dorme só para nos ver rabiscando papéis com pincel e cartolina tentando desenhar um retrato ou, uma caricatura da tua majestade, mas você entende e perdoa os nossos borrões.

Nós te agradecemos porque mesmo nas horas em que pecamos e erramos o alvo, e devido o nosso amadorismo decorrente da nossa fragilidade da visibilidade espiritual, acertamos a nota dó sustenido ao invés de dó, esbarramos em duas notas, os nossos erros machucam os teus ouvidos, desafinam a nossa relação criatura x criador mas, mesmo assim, você nos dá um montão de chances e você ainda fica torcendo pra gente acertar a nota certa, e quando acertamos, você bate palma e canta conosco até a última nota, o último acorde da canção.

Você se entristece vendo os adultos correndo iguais uns loucos atrás de riquezas materiais, muitas vezes numa disputa desumana. “As riquezas são como a água do mar, quanto mais você bebe, mais você fica com sede” dizia Arthur Schopenhauer, entretanto, quando nós ficamos salgados e estressados, você nos oferece a fonte de águas vivas, daí bebemos e paramos automaticamente de ter sede. Te agradecemos porque você é a fonte de todo o prazer, resta-nos, voltar a ser criança e curtir todas as delícias do melhor parque de diversões.

E o tempo passa arrastado, só pra ficarmos ao teu lado. Amém

fonte: Joe Black

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Briga entre cristãos e muçulmanos deixa 35 mortos

31/1/2011 – 11:30:00 – Nigéria(23º) – Trinta e cinco pessoas morreram na semana passada em confrontos entre cristãos e muçulmanos no centro da Nigéria, informou a polícia.

Por telefone à AFP o chefe da polícia do estado de Bauchi, Abdulkadir Mohamed Indabawa declarou que “trinta e cinco pessoas morreram na quinta-feira em confrontos religiosos em Tefawa Balewa".

Os …

Eu unjo a sua e você unge a minha…

Casal (casado) de pastores (Sabia não?) ungindo cada qual as
 alianças do outro e vice-e-versa ao contrário. 

 A Igreja Cristã Contemporânea promoveu, no último sábado, dia 22, o “Culto do Amor” – um encontro de casais héteros e homossexuais. A celebração tem como objetivo ensinar solteiros, noivos e casados a lidar com seus problemas de relacionamento.

No culto foram celebrados noivados entre homossexuais com troca de alianças para uma renovação de votos em 2011 entre os casais.

Os solteiros também levaram alianças para serem ungidas.

ADIBERJ

Com informações de O Extra Online

– Me tira os tubos!

Céu é céu

por Zé Luís

Ninguém entendeu quando Dona Gabriela, mulher alta e bela, viúva do pastor Berinaldo, foi a frente da igreja quando o pregador da noite fez um apelo a quem queria se reconciliar no Caminho de Jesus.
Todos sabiam que ela tinha desembestado a aprontar as piores sandices depois da morte do marido. Ela não fez questão nenhuma de ocultar suas bebedeiras, os homens que começou a receber em sua casa – que ficou imunda, e até espiritismo começou a frequentar. Isso desde do dia do repentino infarto, ainda durante o velório, quando comentavam que ela ria alto, exalando um hálito de cachaça, e recusando-se a aceitar cumprimentos dos companheiros de ministério; “Vão para o inferno, raça de cães!” gritou ela, com a voz mole de quem amarga um feliz porre.
Fazia um ano que não era vista na igreja, mas era sabido que naquele dia vinha de um centro espírita, onde os próprios filhos, que não pareciam nada abatidos com aquela situação, sorriam ao comentar sobre o evento.
Trazia uma carta psicografada nas mãos quando aceitou a Jesus diante da congregação: o marido usara um médium para contatá-la e isso parece ter sido o ponto redentor para à reconciliação.
A comoção foi tamanha entre os irmãos que, o então pastor, perguntou se ela queria falar algo à igreja. Ela sorriu maliciosa, e pegou o microfone:
“Deus é Justiça… até hoje, imaginava não haver justiça Nele. Mas hoje Ele usou um homem de fora do arraial de Israel para me mostrar a sua soberana bondade.”
O povo, pentecostal que só, irrompeu em glorificações ao Criador. Ela continuou. Puxou a carta psicografada da bolsa e pôs-se a falar, o que inicialmente, escandalizou muitos ali presentes:
“Cara varoa esposa...

Bom poder falar contigo. Leve meus cumprimentos a liderança do Conselho. O pessoal aqui autorizou o contato. Bom poder exercer meu ministério.

A adaptação aqui no céu está sendo muito rápida, muitos teólogos, teósofos, gente religiosa de todas as idades e denominações.

Não fosse o calor… Imaginei um céu bem mais arejado, quem imaginaria ser tão quente? Sem falar os anjos… imaginava-os mais “angelicais”, são tão avermelhados, com caudas em ponta. Ainda não me adaptei com a forma que eles nos tocam com seu poder: usam uns garfos ungidos. Era capaz de jurar que isso aqui… Bom, não devemos questionar os caminhos do senhor.

Posso dizer que aqui existe muita alegria: ouve-se gargalhadas por todos os cantos, e o cheiro de incenso não é tão suave como imaginei: lembra muito o enxofre…Mas céu é céu, a gente não questiona. Parece bobagem, mas por ser céu, a cor avermelhada predomina mais. Como projetamos as coisas de forma equivocada, não?

Acredita que cheguei a imaginar, no último momento, antes de vir para glória, que as surras dadas em nome da correção divina – por que Jesus corrige a todos a quem ama – poderiam me comprometer em minha estadia na eternidade(como se isso fosse possível). Fiz tudo como deveria: coloquei a igreja em primeiro lugar, e mesmo quando o diabo tentou usar sua boca, pedindo atenção e carinho de homem (homem de deus, diga-se), eu fiquei firme. Só deus sabe o que seria de você e minha prole se não fosse a disciplina que impus de forma tão rígida. Uma necessidade, basta ver em provérbios, tradução João Ferreira de Almeida, revisada.

A influência do inferno não me intimidou quando você começou a insinuar que usaria antidepressivos, alegando que EU era a causa. O diabo é sujo. Tentava denegrir minha vida pastoral. Como isso poderia atingir a imagem de meu ministério!!! Coisas do diabo, coisas do diabo.

Fui um exemplo, e fiz por merecer essa colocação que possuo hoje. Aqui não existem gays, miseráveis, gente de baixa estirpe: só encontro gente de classes altas, com formação, gente realmente sagaz. Gente que governou países, gente que esteve a frente de muitas lutas, gente séria.

Eles não são de muito papo. Também, cheguei agora. Com o tempo, vou entender melhor o céu. Céu é céu e não se deve questionar isso.

Gostaria de escrever mais, mas me foi colocado uns presentes, umas pulseiras, e não me acostumei com o peso (e ainda me aperta muito). Deve ser muito preciosa, já que o anjo vermelho feliz que me colocou gargalhou por horas ao ver meu santo olhar.

Diga aos meus amigos de fé, os líderes da congregação, que continuem neste caminho de entrega às coisas do Reino. O galardão deles está reservado aqui no paraíso.

Pastor Berinaldo
A igreja estava em silêncio, embora alguns jovens abafavam as gargalhadas. Ela sorriu maliciosamente para os meninos, e disse diante da plateia estupefata:
Agora posso estar com Jesus. Sei que o Berinaldo não está com Ele. Faço qualquer coisa para não ter que encontrar aquele desgraçado nunca mais em quanto eu existir…”

Zé Luís, outro que blogueia pela net, também colabora aqui no Genizah.

ImBBBecilidades em horário nobre

Por Clóvis CabalauQue o BBB é uma escória da TV Brasileira, muitos com o mínimo de massa encefálica ativa hão de concordar. E nada que venha da tal casa dos brothers me causa espanto. Embora não seja telespectador do nefasto reality global, acabo sabendo, via globo.com (um dos sites que visito diariamente), de algumas peripécias dos “geniais” participantes da edição atual do programa.

Caso do cristão Alim é revisto e veredito continua desconhecido

31/1/2011 – 06:30:00 – China(16º) – Num grande progresso na campanha de reverter a injustiça feita ao cristão uigur preso Alimujiang Yimiti (também conhecido como Alimjan Yimit ou Alim), a Alta Corte do Povo da Região Autônoma de Xinjiang Uyghur em Urunqi, China, aceitou seu apelo para que seu caso fosse revisto em novembro de 2010.

Em março passado, esta mesma corte manteve após …

“Agora é o inverso” — A revolução da imoralidade está agora à vista de todos

“Agora é o inverso” — A revolução da imoralidade está agora à vista de todos

26 de janeiro de 2011 (AlbertMohler.com/Notícias Pró-Família) — O ritmo estonteante da revolução da imoralidade que está agora transformando as culturas ocidentais está nos deixando estupefatos. No curso de uma única geração, a moralidade sexual que sobreviveu milhares de anos está cedendo a uma compreensão moral radicalmente diferente. Apenas considere o casal do Reino Unido que recentemente foi condenado por discriminação porque permitia que apenas casais casados dormissem na mesma cama em sua pequena pensão.
Peter e Hazelmary Bull são donos de uma pensão em Cornwall. Em setembro de 2008, uma dupla homossexual solicitou um quarto de solteiro, mas os Bulls recusaram essa acomodação. A dupla entrou com processo, e na semana passada o juiz condenou os Bulls por discriminação sob a Lei de Igualdade de 2007 da Inglaterra.
O que torna esse caso particularmente preocupante é a natureza da decisão do juiz.
O juiz Andrew Rutherford deu a decisão de que os Bulls teriam de sacrificar suas convicções cristãs se tivessem a intenção de serem donos de sua pensão e administrá-la. A sra. Bull disse para o tribunal: “Aceitamos a Bíblia como a santa Palavra viva de Deus e nos esforçamos por segui-la até onde podemos”. Nesse caso específico, significava que os Bulls restringiriam quartos com cama dupla aos casais casados. Eles impunham essa política independente da orientação sexual — um ponto que o juiz reconheceu.
Apesar disso, o juiz Rutherford declarou: “É inevitável que tais leis de tempos em tempos afetem convicções profundas das pessoas e setores da sociedade, pois elas refletem as atitudes sociais e valores morais que predominavam na época que fizeram”.
Defendendo a rápida reversão da moralidade pública na questão da homossexualidade, o juiz comentou: “Essas leis vieram a existir por causa das mudanças nas atitudes sociais. Os padrões e princípios que governavam nossa conduta que eram inquestionavelmente aceitos numa geração não podem ser aceitos da mesma forma na próxima geração”.
Além disso, “É um exemplo muito claro de como as atitudes sociais mudaram durante os anos, pois não muito tempo atrás essas convicções dos acusados teriam sido aceitas como normais pela sociedade em geral. Agora é o inverso”.
O juiz, que é um influente membro da Igreja da Inglaterra, aceitou que a posição dos Bulls com relação ao casamento era “uma convicção cristã perfeitamente ortodoxa de que o casamento é sagrado e a homossexualidade é pecado”.
Mas essas convicções terão de ceder à nova obrigação cultural da não discriminação. Essa é a lógica legal que está expulsando as entidades cristãs de assistência do setor de adoção de crianças nos Estados Unidos e Inglaterra. Agora, os Bulls provavelmente fecharão sua pensão ou sairão desse ramo de negócio.
O jornal Telegraph [de Londres] avisou: “O direito de se ter convicções religiosas e de se conduzir de acordo com a própria fé está sendo pesado contra o direito de não ser ofendido — e está perdendo. Essa é uma tendência desanimadora numa sociedade livre”, Andrew Brown, colunista no jornal The Guardian [de Londres], avisou os cristãos conservadores que o mundo mudou, tanto legal quanto moralmente.
A real bomba embutida dentro da decisão do juiz Rutherford é essa sentença: “Qualquer que tenha sido a posição em séculos passados não é mais importante que nossas leis tenham de automaticamente refletir a posição judaico-cristã”.
Não dá para se duvidar que essa lógica esteja rapidamente dominando os círculos legais, apontando para um grave estrangulamento dos direitos dos cristãos de viverem de acordo com suas próprias convicções. Ao mesmo tempo, essa decisão serve como mais outro sinal de como a revolução imoral está acontecendo rapidamente em todas as partes ao nosso redor. Quando o juiz Rutherford disse que o consenso moral é agora “inverso”, sua decisão escrita introduziu na lei essa revolução.
O falecido Maurice Cowling, um dos mais importantes intelectuais da Inglaterra do século XX, argumentava que quando a influencia pública do Cristianismo desaparecesse, o espaço vazio não seria preenchido por algo realmente secular. Pelo contrário, alguma nova religião tomará o lugar do Cristianismo. Nesse caso, a nova religião é a religião da anarquia sexual.
O juiz explicitamente reconheceu o fato de que os Bulls seriam forçados a agir contra a consciência a fim de obedecerem à decisão, e que as convicções dos Bulls eram a norma na sociedade inglesa, até em tempos recentes. Estimulada por essa decisão, a revolução da imoralidade avança sua marcha.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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