Salmo 23 – uma leitura

Não sei ao certo se o Sl 23 foi escrito por Davi enquanto ele ainda pastoreava os rebanhos de seu pai nos campos de Belém, ou se já em outro contexto apenas se lembrando de como o cuidado com as ovelhas pode demonstrar o modo de Deus cuidar dos seus.

A sobra do milagre

A experiência do milagre é sempre surpreendente: cinco pães de cevada e dois peixes pequenos alimentarem uma verdadeira multidão não se vê todo dia! Tal fato por si só nos fala do poder e cuidado de Jesus. Mas o núcleo miraculoso do episódio não deve impedir de prestar a atenção devida aos contornos da narração; eles estão no texto sagrado e com certeza também podem trazer lições importantes.

Começou a primavera

Dizem os poetas que a primavera é a estação das cores, dos amores e das paixões, é a estação em que os pássaros retomam seu canto e que a vida volta a florescer. Há sempre esperanças no ar, pois o frio inverso já se foi e a roda da existência continua a girar.
Mas eu sou nascido no Nordeste brasileiro, e continuo vivendo por aqui. Por estas terras a descrição do parágrafo anterior mais parece definição teórica de livros. É apenas uma descrição de um quadro idílico e abstrato. Nesta terra a coisa é diferente.

PIBA – 98 anos

Hoje a nossa igreja, a PIBA – Primeira Igreja Batista de Aracaju – faz 98 anos de vida, e para glória de Deus o celebramos. Em momentos como este o mais apropriado é tecer loas à Igreja e sua história e apresentar discursos laudatórios. Mas, independentemente de palavras bonitas e difíceis, de que mais eu poderia falar hoje?

Para quem iremos?

Vamos observar com mais cuidado aqueles que não abandonaram Jesus; os que, mesmo diante da dureza das palavras de Cristo, ainda preferiram ficam com ele. E note mais: o que já era duro ficou piorou. Diante dos poucos que restavam ali, Jesus adicionou uma inevitável necessidade de confirmação: Vocês também não querem ir? Ao que Pedro respondeu devolvendo com um questionamento quase retórico: Senhor, para quem iremos?

Não vou falar sobre o onze de setembro

Decidi que esta semana não vou falar sobre o onze de setembro. Talvez esteja perdendo o momento histórico, ou me tornando irrelevante. Mas não quero falar sobre isso. Não quero falar sobre os que se foram, ou sobre os que se deixaram levar. Também não quero abordar sobre a prepotência dos fracos e injustiçados, ou sobre a covardia dos poderosos. Nem me interessa hoje discorrer sobre a curva da história, ou sobre a reconstrução dos povos. Assim, estamos acertados: o tema será outro.

Meu Brasil brasileiro

Eu nasci lá pelos idos do final da década de ’60 do século passado. O Brasil estava vivendo o endurecimento do regime de exceção com a aprovação de uma nova constituição militar. Nos anos da infância vivi o boom do milagre brasileiro e do “ame-o ou deixe-o”, e só mais tarde me falaram das guerrilhas e resistências. Depois, já saindo da adolescência, testemunhei a redemocratização e a nova república. Vieram os cara-pintadas e o país seguiu em frente…

Agosto

Penso que já comentei alguma vez sobre o ano que parece só durar até agosto. Depois daí vêm as seguidas festividades de fim de ano, com suas intermináveis correrias, e quando nos damos em conta o ano já acabou! Com isto em mente, quero propor uma reflexão sobre o que ainda é possível fazer nesta metade de ano que nos resta (pelo menos é o que diz o calendário).