A QUESTÃO HOMOSSEXUAL E A FÉ CRISTÃ CONFORME ”(1 Co 6.9-11)

Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”(1 Co 6.9-11)
No sentido de buscar fundamentos para a causa gay, alguns ativistas estão tentando buscar na Bíblia fundamentos para a prática homossexual, inclusive, reportando-se ao texto original.
Através de uma análise exegética não tendenciosa de 1 Co 6.9-11, pode-se perceber que os seus argumentos não se sustentam à luz da Palavra de Deus.
Três termos merecem destaque no texto:
1 – O adjetivo pronominal, nominativo, masculino, plural μαλακοι (malakoí)
Nos principais léxicos podemos encontrar as seguintes definições para o termo grego malakoí;
“Suave, macio ao toque, delicado […]; um meio de luxúria contrário à natureza, efeminado.” (MULTON, Léxico grego-analítico, Cultura Cristã, 2007, p. 269);
“Efeminado, um termo técnico para o parceiro passivo em relações homossexuais.” (RIENECKER e ROGERS, Chave línguística do N.T. grego, Vida Nova, 1995, p. 297);
“Macio, roupa fina, mole, efeminado (de um homem que submete seu corpo à concupiscência desnatural).” (TAYLOR, Dicionário do N.T. grego, JUERP, 1991, p. 131)
“Tornar-se fraco, mole. 1. adj.: mole, macio: Lc 7.25; 2. subst.: a. neut. pl.: vestes macias, luxuosas: Mt 11.8; b. masc. pl.: efeminado: 1 Co 6, 9.” (RUSCONI, Dicionário do Grego do Novo Testamento, Paulus, 2003, p. 294)
“Suave, suave ao toque” (em latim, mollis; em português, “molificar, emoliente”), é usado para descrever: (a) roupas (Mt 11.8, duas vezes, “finas”, ARA; Lc 7.25, “delicadas”); (b) metaforicamente, num sentido ruim, diz respeito a “efeminados” (1 Co 6.10), não simplesmente acerca de um homem que pratica formas lascívia, mas, a pessoas em geral, que são culpadas do hábito dos pecados da carne, voluptuoso” (VINE; UNGER; WHITE JR., Dicionário VINE, CPAD, 2003, p. 583)
“Nos autores clássicos, o termo (malakia) originalmente significava “maciez”, mas também veio a ser usado para homens efeminados. Nos escritores médicos, descrevia “fraqueza” ou “doença” generalizada. O uso grego posterior o vinculava com nosos, “enfermidade”, para indicar a doença do corpo”. (COENEN; BROWN, Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, Vida Nova, 2000, p. 884
As melhores versões da Bíblia em português traduziram malakoi da seguinte maneira;
– Almeida Revista e Corrigida: efeminados
– Almeida Revista e Atualizada: efeminados
– Nova Versão Internacional: homossexuais passivos
– Nova Tradução na Linguagem de Hoje: homossexuais
– Bíblia de Jerusalém: efeminados
2 – O substantivo nominativo, masculino, plural αρσενοκοιται (arsenokoitai)
Observe as definições para o termo:
“Homossexual masculino.” (BROWN e COENEN, Dicionário Internacional de Teologia do N.T, Vida Nova, p. 971)
“Um homem que tem ralações sexuais com outro homem, homossexual.” (RIENECKER e ROGERS, Chave línguística do N.T. grego, Vida Nova, 1995)
“Alguém que se deita com um macho, sodomita (1 Co 6.9; 1 Tm 1.10).” (MOULTON, Léxico Grego Analítico, Cultura Cristã, 2007, p. 59)
“Homossexual, sodomita: 1 Co 6,9.” (RUSCONI, Dicionário do Grego do Novo Testamento, Paulus, 2003, p. 78)
As principais versões da Bíblia em português traduziram o termo conforme abaixo:
– Almeida Revista e Corrigida: sodomitas
– Almeida Revista e Atualizada: sodomitas
– Nova Versão Internacional: homossexuais ativos
– Nova Tradução na Linguagem de Hoje: homossexuais
– Bíblia de Jerusalém: sodomitas
3- O verbo indicativo, imperfeito, acusativo ητε (ête)
O verbo grego ête foi traduzido por “fostes” (ARA), “têm sido” (ARC), “eram” (NTLH), “foram” (NVI) e “fostes” (Bíblia de Jerusalém).
O imperfeito expressa uma ação prolongada ou recorrente no tempo passado (MOULTON, 2007, xlix).
O verso 11 deixa claro que se espera uma nova postura e conduta por parte daqueles que viveram na prática homossexual, uma vez que mediante a fé foram lavados, santificados e justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus:
“Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
Tentar afirmar que o texto de 1 COríntios 6.9-11 aprova a prática homossexual entre os cristão é uma agressão ao bom senso, ao texto original grego e às regras de interpretação da Bíblia.
Sendo assim, os teólogos que tentam encontrar na exegese e na hermenêutica bíblica os fundamentos para defender tal idéia, precisariam:
– Forçar a interpretação do texto (eisegese);
– Negar a autoridade da Bíblia;
– Duvidar da inerrância da Bíblia;
– Acusar os escritores bíblicos de “machistas” ou “tradicionalistas”;
– Desconstruir hermenêuticamente o texto sagrado;
– Desacreditar os sérios e altamente capacitados exegetas e hermeneutas da atualidade;
– Relativizar a inspiração da Bíblia.
No amor de Cristo e pela defesa da fé que uma vez nos foi dada,
Se não fosse o papai e a mamãe, cade você?
Homem e mulher Ele os criou

1. Prefiguração do sacramento do Matrimónio
“Deus modelou o homem com a argila do solo, soprou-lhe nas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivente” (Gn 2,7).
“O Senhor Deus disse: ‘Não é bom que o homem esteja sozinho. Vou fazer-lhe uma auxiliar que lhe seja semelhante’. Então o Senhor Deus fez cair um torpor sobre o homem, e ele adormeceu. Tomou então uma costela do homem e no lugar fez crescer carne. Depois, da costela que tinha tirado do homem, o Senhor Deus modelou uma mulher, e apresentou-a ao homem. Então o homem exclamou: ‘Esta,sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!” (Gn 2, 18.21-23).
“Deus criou o homem à sua imagem; À imagem de Deus Ele o criou; e criou-os homem e mulher. Deus abençoou-os e disse-lhes: ‘Sede fecundos, enchei e submetei a Terra; dominai os peixes do mar, as aves do céu e todos os seres vivos que rastejam sobre a terra” (Gn 1, 27-28). Eis as prescrições e normas que o primeiro casal recebeu do Senhor, relativamente àquilo que devia realizar sobre a terra.
Porque é que Deus criou o homem a partir da argila, e, em compensação, criou a mulher a partir de uma costela de Adão? As Escrituras foram escritas para instrução da humnidade, sem nunca se perder de vista que “os pensamentos de Deus não são como os pensamentos dos homens” (v. Is 55,8) e sem esquecer e sem esquecer que o Senhor age sempre com um objectivo sobrenatural. Se criou a mulher a partir do homem, foi para mostrar “que ambos são uma só carne” (Gn 2,24) e que, em dignidade, a mulher é semelhante ao homem. O Senhor abençoou-os e deu-lhes a ordem de serem fecundos e de se multiplicarem para propagarem a espécie.
O acto da geração pelo qual se transmite a vida humana encontra-se desde o princípio nos planos amorosos de Deus. Foi por isso que Deus abençoou a união íntima do homem e da mulher com um fim procreador e, ao mesmo tempo, como uma expressão de amor e de ajuda mútua (Gn 2,18; 1 Cor 7,33-34).
O homem e a milher foram criados para viverem esta união, da qual nas ceriam os filhos. Por consequência, esta união não é um acto imoral nem repreensível, e que não é destinado a ser punido. Foi pr isso que Deus o abençoou.
Adão e Eva, antes de terem cometido o pecado, “estavam nus” (Gn 3,7) e não tinham vergonha um do outro porque eram inocentes, puros e castos; tudo neles era temperança. Mas o primeiro casal não viveu essa união pura e celeste, pois o pecado corrompeu as suas vidas antes de a mulher ter conhecido o homem e de o homem ter conhecido a mulher. Os planos de Deus sobre o casal foram modificados e, por causa do pecado, os baixos instintos do homem despertaram no seu coração. O acto procriador seria o mesmo, mas os sentimentos tinham mudado. A mulher procuraria o homem com cobiça e este seria escravo das suas baixas paixões: ambos seriam dominados pelos seus desejos carnais e essas inclinações acompanh-los-iam durante toda a vida.
Adão e Eva, cumprindo o mandato divino – “sede fecundos e multiplicai-vos” (Gn 1,28) – tiveram filhos e filhas, e os seres humanos propagaram-se sobre a terra.
O primeiro casal viveu a prefiguração do casamento cristão; porque Adão e Eva eram unidos (Gn 2,24) perante Deus e abençoados por Ele (Gn 1,28). Receberam do Senhor as leis que dão dignidade ao homem e definem as razões e a finalidade da união do casal, a saber: O amor (Gn 2,24); Ef 5,33), a ajuda mútua (Gn 2,18) e a procriação da espécie (Tb 8,6).
2. As Bodas de Caná
Enquanto que, no Paraíso terrestre, era Deus Pai que estava presente e que estabeleceu as regras e prescreveu leis a Adão e Eva que Ele abençoou, mais tarde em Caná já não é o Pai, mas o Filho que, convidado para um casamento de parentes seus, acorre a esse grande acontecimento das bodas celebradas segundo a lei de Moisés.
Jesus, que é o Autor da Nova Lei, santifica esta união pela sua presença, abençoa-a e oferece aos noivos o presente de um grande milagre. Esse compromisso entre o homem e a mulher segundo o rito judeu será elevado por Jesus à dignidade de sacramento.
3. O sacramento do Matrimónio
O matrimónio cristão, aliança de amor e de fidelidade, simbolisa a união de Cristo com a sua Igreja.
O matrimónio é indissoluvel, e o que Deus uniu, nem o homem, nem as leis, nem nada de terrestre pode separar. Quando favorece o divórco, o homem atenta contra o que foi estabelecido poe Deus desde o princípio. E os ensinamentos de Jesus confirmam-o.
Do divino Mestre “aproximaram-se alguns fariseus e perguntaram-Lhe, para O tentar: ‘É permitido ao homem divorciar-se da sua mulher por qualquer motivo?’ Jesus respondeu: ‘Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? e que disse: «Por isso o homem deixará o pai e a mãe e se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne»? Portanto, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não o deve separar’. Os fariseus perguntaram: ‘Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio ao despedir a mulher?’ Jesus respondeu: ‘Moisés permitiu que repudiásseis as vossas mulheres, porque sois duros de coração. Mas não foi assim desde o início. Por isso digo-vos: quem repudiar a sua mulher, a não ser em caso de prostituição, e casar com outra, comete adultério'” (Mt 19, 3-9).
“Estai pois atentos à maneira como viveis: não vivais como tolos, mas como homens sensatos, aproveitando o tempo presente, porque os dias são maus. Não sejais insensatos; antes, procurai compreender a vontade do Senhor. Sede submissos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5,15-17.21).
Nos outros sacramentos da Igreja, são os ministros do Senhor que administram o sacramento ao neófito, ao catecumeno e ao fiel. Mas no sacramento do matrimónio, já não são os sacerdotes que são os ministros mas sim os próprios esposos; e a acção do sacerdote consiste em exortar o casal, em o abençoar e santificar a união como o fez Jesus nas bodas de Caná, embora essas bodas tenham sido específicas do rito judeu.
4. O objectivo do Matrimónio
O amor recíproco entre os esposos é um laço de unidade, de santidade e de fidelidade. Jesus ensina-vos este preceito: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amo” (v. Jo 15,21). Este amor deve reinar sempre e entre todos os homens de todas as raças e de todos os povos, porque eles são todos “filhos do Pai Celeste” (v. Mt 5,45) e irmãos de Jesus, mas deve reinar de maneira muito especial entre esposos. Este santo amor deve morar nos vossos corações como uma emanação do amor de Deus. Um amor generoso, dedicado e abnegado. Um amor paciente e ao mesmo tempo misericordioso, capaz de compreender as fraquezas e de as perdoar, dado que aquele que suporta o fraco “está também ele próprio cercado de fraqueza” (Hb 5,2).
Reflecti e não desprezeis o amor que vos une no santo matrimónio, porque ele santificará as vossas vidas. Não é possível chamar “felicidade” a uma felicidade que seja construída sobre o sofrimento do outro, e é injusto fazer cair pesadamente sobre os ombros dos filhos o peso dos desentendimentos dos pais. A paz, a alegria e a concórdia são frutos do sacifício e da renúncia, mas sobretudo do amor. Para obter a paz entre as nações, os chefes que as governam dialogam durante muito tempo até obterem a assinatura dessa paz. Mas o casamento de hoje já não é feito de rocas de palavras; tornou-se mudo, e no seu lugar exprime-se “o orgulho, que é o seu colar, e a violência, que é a sua veste” (v. Sl 73,6).
Caríssimos filhos, vivei”no temor de Deus” (Pr 1,7) suportando-vos mutuamente; que o vosso amor não diminua nas dificuldades; muito ao contrário, purificado pela prova, que seja forte, capaz de suportar os ventos e resistir às tempestades. Quando o amor é espiritualizado, enobrece-se e sublima-se e, em vez de diminuir com o sofrimento , fortifica-se e cresce; não há nada de mais proveitoso para manter o amor do que viver em total dedicação.
Foi com um amor generoso que “Cristo amou a Igreja: entregou-se por ela a fim de a santificar purificando-a pelo banho de água que uma palavra acompanha; pois ele queria apresentá-la a ele mesmo totalmente resplandecente, sem mancha nem ruga, nem nada disso, mas santa e imaculada. Da mesma forma o marido deve amar a sua mulher como ao seu próprio corpo. Amar a sua mulher, é amar-se a si mesmo. Pois nunca ninguém odeia a sua própria carne: pelo contrário alimenta-se e cuida-se dela. Foi precisamente o que Cristo fez pela Igreja. Com efeito não somos nós membros do seu Corpo?” (Ef 5,25-30)
Caríssimos filhos, “Revesti a armadura de Deus para poderdes resistir às manobras do Diabo” (Ef 6,11). Que o vosso esforço para ser instrumentos de pacificação se torne constante e ganhai a batalha contra toda a disputa ou toda a discussão.
5. A mulher, semelhante ao homem
” E o Senhor disse: ‘Não é bom que o homem esteja sozinho. Vou fazer-lhe uma auxiliar que lhe seja semelhante'” (Gn 2,18). E, de uma costela de Adão, Deus formou Eva, o que significa que a mulher é, em dignidade, igual ao homem.
Esta ajuda mútua deve ultrapassar os limites do que é puramente ordinário e natural para ir mais longe e elevar-se até ao plano espiritual. O casamento é um laço selado pelo amor e santificado pelo sacramento. Esta aliança entre o homem e a mulher é indestructível e simboliza a aliança perpétua entre Deus e os homens, estabelecida tal qual desde o princípio. “Este mistério é grande” (Ef 5,32) e leva-me a pensar na união de Deus com a sua Igreja.
O homem deve ser para a mulher o suporte sobre o qual ela se possa apoiar nos dias de prova e de dor. E a mulher deve ser, para o homem que a escolheu na presença de Deus, um porto de paz e de tranquilidade, onde o marido possa encontrar refúgio e amor; um amor generoso, desinteressado e liberto de todo o egoísmo pessoal; um amor na fidelidade e na ajuda mútua, sem esquecer o sentido profundamente espiritual que existe em toda a dedicação.
Jesus “entregou-se para salvar os homens do pecado” (v. Ga 1,4). A mulher ao viver o casamento tal qual ele foi estabelecido por Deus desde o princípio (Mt 19,4-5) mpedirá muitas vezes o marido de cair nas garras da sua própria concupiscência e o salvará; Da mesma forma, o marido pode salvar a sua mulher. “sede submissos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5,21). “Evitai as loucas e estúpidas discussões que geram as querelas” (v. 2 Tim 2,23) e arrefecem o amor (Mt 24,12).
“Que todos respeitem o matrimónio e não desonrem o leito nupcial, pois Deus julgará os libertinos e adúlteros” (Hb 13,4). O matrimónio é um importante sacramento que enriquece os esposos dando-lhes as graças suficientes para viverem na santidade e no amor mútuo até que a morte os separe.
E se cada um dos conjuges respeitar e viver o matrimónio em toda a sua fidelidade, então esse matrimónio brilha em todo o seu esplendor e a sua acção sacramental é a todo o momento uma fonte de graças, de tal forma que as virtudes crescem ao mesmo tempo que o amor, um amor fecundo, uma participação do amor divino.
“Eis um sacramento de grande importância” (v. Ef 5,32) e altamente santificador; assim como há comunidade de bens materiais, também há comunidade de bens espirituais, e assim “o marido é santificado pela mulher, e a mulher santificada pelo marido” (v. 1 Cor 7,14) e as obras de mérito de cada um dos conjuges pertencem ao outro e a toda a família, não apenas grças à comunhão dos santos mas, sobretudo, graças ao laço sagrado do matrimónio.
6. “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn 1,28)
Caríssimos filhos, aconselho-vos, para bem das vossas almas, a não tomardes irreflectidamente o poder criador que recebestes de Deus. Que coisas Deus criou para benefício espiritual do homem! E quantas coisas para seu alimento e deleite! “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança” (v. Gn 1,26.27). Esta semelhança da criatura com o Criador manifesta-se na faculdade de compreensão que torna o homem capaz não só de compreender, mas de discernir o bem do mal; e manifesta-se também na vontade e na liberdade inerente a esta, que é um dom extraordinário com o qual Deus enriqueceu o homem tornando-o mestre do seu próprio destino. Nestas faculdades superiores, o homem assemelha-se a Deus. Mas se a compreensão é luz e a vontade força, o poder procriador é vida; e o homem recebeu este dom divino gratuitamente, e, através da geração natural estabelecida por Deus, o homem pode gerar novas vidas.
Com que dignidade e respeito contempla Deus os esposos! E quando estes, animados por um amor puro e celeste, chegam à santa união, o Eterno está no meio deles; e se, por um desígnio divino, a vida brota, é posto em acção todo um maravilhoso mecanismo ao serviço desta vida, como se, por ela e nada mais, Deus criasse o universo de novo.
“Quando eu fui formado, em segredo, tecido naterra mais profunda, os teus olhos viram os meus informes membros, e todos eles eram inscritos no yteu livro” (v. Sl 139, 15-16). Eu fui feita como uma criatura única, que nunca será repetida. “Como são maravilhosas as tuas obras, Senhor” (Sl 92,6) e a minha alma sabe-o bem.
Quando o germe da vida se instala no seio materno, é um grande acontecimento no céu. O Senhor sabe que este óvulo fecundado é um ser humano; conhece o seu género, as suas características pessoais e inumeráveis dados que nunca conhecerão, em toda a sua vida, aqueles que o geraram. “Nenhum pensamento se pode esconder ao Senhor e nenhuma palavra lhe escapa” (Eclo 42,20).
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